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Execução de casal seria acerto de contas. Vítimas têm ficha criminal

 A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeita que a brutal execução de um casal a tiros, na QN 16 do Riacho Fundo 2, no início da tar...


 A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)suspeita que a brutal execução de um casal a tiros, na QN 16 do Riacho Fundo 2, no início da tarde desta segunda-feira (15/2), seja resultado de um acerto de contas.

Thiago Duarte Neto, 24 anos, e Talita Souza Mendonça, 23, sã naturais de Goiás e viviam em um prédio do Conjunto 5 da QN 16 havia cerca quatro meses. Foram mortos dentro do carro, na rua.

Segundo a perícia no local, os autores disparam aproximadamente 20 vezes contra o veículo para matar o casal: cápsulas que estavam no chão foram recolhidas.

“Eles chegavam em casa e estavam sendo seguidos por um carro. Os autores desceram do veículo e atiraram nos dois”, descreveu o delegado Marcelo Guerra, da equipe de Preservação de Local de Crimes Violentos da PCDF.

Cerca de 5 horas após o crime, os peritos ainda trabalhavam na cena do crime. “Os trabalhos incluem busca por identificação digitais, fazer posição dos disparos, procurar câmeras ao redor, tudo para compreender as dinâmicas dos fatos”, explicou o delegado.

Veja fotos de Thiago e da cena do crime:



Assassinato tem a marca da Comboio do Cão

De acordo com as primeiras apurações policiais, a arma usada no duplo homicídio é uma pistola calibre 9 mm.

Conforme o delegado Marcelo Guerra, há suspeita de que os supostos três autores do crime tenham ligação com o grupo criminoso Comboio do Cão, que atua no DF.

“Acreditamos que sim, pelo jeito que os tiros foram disparados, de rajada (disparos em sequência). Essa é a marca do Comboio do Cão”, informou o policial.

Ainda segundo ele, o casal vivia antes em Goiás. Ambos têm passagens pela polícia.


“Pode ser acerto de contas entre facções rivais. Há informações preliminares de que a vítima do sexo masculino integrava uma facção rival (o Comando Vermelho). Mas como as investigações ainda estão em andamento, só ao final podemos precisar os motivos e como ocorreu o crime”, declarou Marcelo Guerra.

Veja imagens da investigação: 




O crime deixou a vizinhança assustada. Os vizinhos acompanham o trabalho da perícia (veja galeria abaixo) e colaboraram contanto o que viram aos policiais.

A diarista Maria Salomé, 54 anos, mora na região há 25 anos. Ela conta que estava em casa quando ouviu os disparos.

“Eu estava lavando roupa quando começaram os pipocos. Moro na outra rua e ainda deu para ouvir. Foram muitos tiros, parecia que estavam estourando bombinha, mas era um atrás do outro, em sequência”, narrou.

De acordo com moradores do local, o casal residia há pouco tempo na rua. “É algo preocupante, porque não é gente que mora aqui que vem fazer esse tipo de coisa. Aqui, o pessoal se conhece. É gente que vem de fora para cometer essas barbaridades”, comentou Maria.






Fonte: Metrópoles 

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