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Laudo conclui que bebê morreu por asfixia em creche do DF

  Exame do Instituto Médico-Legal não identificou as causas da asfixia. Caso ocorreu em outubro do ano passado Laudo do Instituto Médico-Leg...

 


Exame do Instituto Médico-Legal não identificou as causas da asfixia. Caso ocorreu em outubro do ano passado
Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indica que a bebê de 6 meses que morreu em uma creche irregular em Planaltina, em outubro de 2021, sofreu asfixia de causa indeterminada.

Na ocasião, Amariah Noleto deu entrada no Hospital Regional de Planaltina 10 minutos depois de receber manobras para desengasgo – as quais não deram certo. A bebê chegou ao centro médico em parada cardiorrespiratória, com palidez acentuada e sem pulso.

De acordo com o laudo, os indícios achados no corpo da criança após a necropsia são semelhantes aos encontrados em mortes por asfixia: secreção mucosa ou serosa, por vezes espumosa, nas narinas; edema dos pulmões; sangue líquido no coração; bexiga vazia e edema cerebral.

Ainda segundo o documento, não há sinais de traumas na face da bebê. Além disso, o exame não identificou indícios da causa da asfixia, “tais como intoxicações exógenas, broncoaspiração, alterações cardíacas macro e microscópicas ou outras doenças”.

O laudo aponta que a asfixia pode ter ocorrido por sufocação direta, considerando que a criança foi encontrada de bruços, com nariz e boca obstruídos. O texto pericial indica que o colchão, o travesseiro ou até mesmo um “pano que cobria a cabeça da criança” pode ter causado a morte.


“Quando a superfície contra a qual a face é pressionada é de consistência mole, macia, não existem vestígios específicos que possam ser encontrados na necropsia. No caso em questão, pode ter sido por tempo prolongado, já que, pelos relatos, Amariah teria ficado todo o período da tarde no quarto sem supervisão”, diz o laudo.

O laudo não identificou outros ferimentos, externos ou internos, no corpo da bebê.

Relembre o caso:

O pai de Amariah foi à creche para buscar a menina, por volta de 16h50, no dia 20 de outubro. A criança, que supostamente teria se engasgado enquanto era alimentada, já havia sido levada por funcionários do estabelecimento à unidade de saúde.

Segundo testemunhas ouvidas na época, a Creche da Tia Cleidinha, localizada na Vila Buritis, em Planaltina, abrigava cerca de 40 crianças, mas tinha apenas um berço para todas elas. O estabelecimento cobrava dos pais R$ 300 por mês para que os pequenos ficassem lá em tempo integral.


Os bebês eram colocados em sacos de dormir sem aberturas, o que impedia a movimentação dos braços. O quarto ainda era trancado. Após a divulgação do caso, Marina Pereira da Costa, uma das donas da creche, chegou a ser presa preventivamente.

Fonte: Metrópoles